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terça-feira, 2 de junho de 2015
domingo, 31 de maio de 2015
Primeira Postagem
João Crispim Victorio [i] / CEBI-RJ Sub-regional Campo Grande
Podemos
definir a Bíblia como sendo a Palavra de Deus dirigida à humanidade, mas não
apenas como mandamentos ou meio de santificação. Pois, por meio de suas
páginas, tanto nos livros do Antigo, quanto nos do Novo Testamento, podemos ter
o imenso prazer de conhecer ensinamentos sobre preservação ambiental. Ou seja,
a Bíblia pode nos ensinar tudo o que precisamos saber para ter e manter uma
vida saudável no planeta. Nesse sentido, sustentabilidade [2] tem seu
significado ligado à “espiritualidade” e, por esse motivo, a questão ambiental
deve estar no cerne da vida humana.
O
aparecimento do ser humano na Terra pode ser dado pela teoria criacionista,
Deus criador do universo, conforme narram os livros bíblicos e pela teoria da
evolução, defendida pela ciência, o homem como resultado de um lento processo
de mudanças. Tomamos por base aqui a teoria criacionista com sua fantástica
história que revela Deus, em sua ação criadora, como o agricultor, o jardineiro
que cria e cuida do seu jardim e que, logo depois, cria o homem e a mulher, os
cria da própria terra, sinalizando que são uma coisa só. Estão unidos para que
a vida seja um processo de sustentabilidade.
Deus nos
criou a sua imagem e semelhança e deu a nós autoridade para cuidar da sua
criação. Com isso, mostrou a necessidade de preservar o meio ambiente e toda
espécie de vida. Deus quer que sejamos sustentáveis em nossas ações, para
tanto, devemos adquirir hábitos ecologicamente corretos. Esse é o grande
desafio a ser enfrentado por cada pessoa na construção de uma sociedade justa e
fraterna. Mas, Infelizmente, estamos longe de cumprir com nosso compromisso,
pois, nossa prática cotidiana caminha em direção contrária, conforme denuncia
nossa própria história.
Apesar de
possuirmos uma relação muito íntima com a terra, já que é por meio dela que
adquirimos nosso sustento, vemos na história cicatrizes profundas deixadas
pelas lutas por terra. Lutas, essas, que estão presentes desde os primórdios,
conforme podemos conferir no relato de (Gn 4, 1-16), onde Caim mata seu irmão
Abel. Este fato nos mostra, de maneira figurada, o rompimento entre o campo e a
cidade [3]. Abel
era um pastor de ovelhas que Deus se agradou da oferta e Caim era um lavrador
do qual Deus não se agradou da oferta. Caim, por seu ato, recebe o castigo. Sai
e vai habitar a terra de Node e lá conhece sua mulher que da à luz a Enoque.
Nesse clima surge a primeira cidade bíblica.
Ao longo
da história da humanidade a relação do homem com a terra foi de lutas e de
conquistas que causaram marcas profundas, sofrimentos, angústias e problemas
ambientais graves. No Brasil, por exemplo, a luta pela terra tem início com a
chegada dos portugueses que, arbitrariamente, tomaram posse das terras ocupadas
pela população originária e fizeram isso com extrema violência. Até os dias
atuais os problemas relacionados à terra não foram solucionados, ainda, temos
os grandes latifúndios improdutivos de um lado e do outro trabalhadores
sem terra querendo produzir e viver da terra. Porém, nem tudo está perdido, o
contrário também existiu e existe ainda, hoje. Vemos algumas iniciativas que
provam a possibilidade de uma convivência harmoniosa e inteligente do humano
com o planeta. E, portanto, partindo do princípio de que a terra e toda
criação, em sua diversidade, é obra de Deus, o domínio da mesma não é poder
exclusivo de alguns poucos, mas de todos. Já que, não somos os donos dos bens
da natureza e a terra é a morada comum da humanidade.
A criação da Terra e da Humanidade, narradas de forma poética no livro
do Gênesis, tem seu início quando Deus diz: "Façamos o homem à
nossa imagem e semelhança. Que ele domine os peixes do mar, as aves do céu, os
animais domésticos, todas as feras e todos os répteis que rastejam sobre a
terra” (Gn 1, 26-27). A relação dialética entre o ser humano e natureza
pressupõe uma existência e a sua sobrevivência, estabelecendo ao longo da
história relações de transformações do meio ambiente. Mas não de transformações
destrutivas ao meio ambiente, a relação ser humano e natureza se estabelece
através do trabalho, um trabalho que domina e transforma para atender as
necessidades individuais e coletivas (ARENDT, 1981) [4]. Mas o
que vemos é a exigência de meio mais elaborado e tecnologicamente mais avançado
de desenvolvimento resultando em devastação e destruição dos espaços.
A maneira
de organização da sociedade capitalista moderna caracteriza um sistema de
explorados e exploradores da força de trabalho. A racionalização associada ao
processo industrial capitalista aniquila qualquer iniciativa de modo de
organização social digna para todos. O bem estar, o meio ambiente, os valores
sociais e éticos são rejeitados em nome do lucro máximo para a manutenção do
capitalismo. Neste sentido, alerta Boff (2011) [5]
Os
trabalhadores são considerados como "recursos humanos" ou pior ainda
"material humano" em função de uma meta de produção. Como se
depreende, a visão é instrumental e mecanicista: pessoas, animais, plantas,
minerais, enfim, todos os seres perdem sua autonomia relativa e seu valor
intrínseco. São reduzidos a meros meios para um fim fixado subjetivamente pelo
ser humano que se considera o centro e o rei do universo, Este quer enriquecer
e acumular bens para si.
Em uma de suas crises o modelo
capitalista buscou saída na globalização, ou seja, na homogeneização da
economia mundial, segundo seu modelo de desenvolvimento que orienta a formação
de sociedades que valorizem normas de eficiência para sustentação econômica e
tecnológica. As desigualdades geradas pelo sistema capitalista e seus efeitos
neoliberais geram problemas de exclusão social e de acesso a terra as famílias
pobres. Assim sendo, temos o desafio de falar em desenvolvimento humano
sustentável num mundo globalizado sob a égide do capitalismo. De construir
alternativas que tornem possível uma sociedade capaz de satisfazer as
necessidades atuais sem comprometer as gerações futuras, garantindo a
preservação dos recursos naturais e do meio ambiente a todos.
A Terra vem
dando claros sinais de enfraquecimento e de morte nos
últimos tempos. O papel dos profetas foi e sempre
será de nos advertir quanto saber interpretar os
sinais de Deus através dos fenômenos da natureza. Deus,
como criador, preocupou-se da humanidade entender o processo de manutenção da
vida na Terra. Por isso, Francisco de Assis, Chico Mendes, entre outras tantas
pessoas, cada uma a seu tempo, mostraram que a exploração sustentável do
planeta é de responsabilidade de todos para que as futuras gerações tenham vida
e vida em plenitude junto a Mãe Terra.
[1] O tema apresentado é em
homenagem ao Dia Mundial do Meio Ambiente foi instituído no dia 5 de junho de
1972, durante a Conferência das Nações Unidas (ONU), sobre o Meio Ambiente
Humano, em Estocolmo. A data escolhida tem como objetivo principal chamar a
atenção de todas as esferas da população para os problemas ambientais e para a
importância da preservação dos recursos naturais, que até então eram
considerados, por muitos, inesgotáveis.
[2] O conceito de sustentabilidade
que vamos usar neste trabalho é o empregado por Leonardo Boff: “Toda ação
destinada a manter as condições energéticas, informacionais, físico-químicas
que sustentam todos os seres, especialmente a Terra viva, a comunidade de vida
e a vida humana, visando a sua continuidade e ainda a atender as necessidades
da geração presente e das futuras de tal forma que o capital natural seja
mantido e enriquecido em sua capacidade de regeneração, reprodução, e
coevolução”. Faz-se necessário aqui salientar o conceito devido ao conflito
entre as várias compreensões do que seja sustentabilidade. Por exemplo, na
clássica definição da ONU, do relatório Brundland, (1987) sustentabilidade “é o
que atende as necessidades das gerações atuais sem comprometer a capacidade das
gerações futuras de atenderem a suas necessidades e aspirações”. Já o conceito
mais comum e também jurídico está relacionado com a mentalidade, atitude ou
estratégia ecologicamente correta, na diversidade cultural, viável a nível
econômico e socialmente justa.
[3] Uma introdução à Bíblia. Formação
do povo de Israel. Volume 2. 2ª ed. Ildo Bohn Gass (Org) RS: CEBI/Paulus 2011.
quinta-feira, 28 de maio de 2015
Espoliados
Felicidade
Um momento raroDevaneios da sociedade atual...
Gente consumida no trabalho
Induzida a comprar e comprarComprar coisas supérfluas à vida
Quem é esse tal mercado?
Miserável operário
Preso ao capitalMínimo é seu salário, sua escolaridade e seu lazer...
Sistema global
Festa dos espoliadosNo país do carnaval
Salve a folia...
Poema de João
Crispim Victorio
Extraído do
livro: Sobre o Trabalho que Falo...28 de maio de 2015.
domingo, 17 de maio de 2015
Artista da Vida
Andava triste com a vida
Não sabia mais o que fazerTudo o que queria não acontecia
Meu Deus será por quê?
Incansável batalhador
Agora curte suas desilusõesTinha um grande amor
Outros invadiram seu coração
Homem comum
Buscando condições para viverEra um bom amigo
Tinha suas razões para ser
Na vida era um artista
Igual a muitos não percebeuAtuou no palco noites e dias
Numa tarde cinzenta morreu
Hoje restam lembranças
Duras conquistas de um trabalhadorNão se mata as esperanças
Por mais que tente o opressor
Poema de João
Crispim Victorio
Extraído do
livro: Sobre o Trabalho que Falo...17 de maio de 2015.
sexta-feira, 1 de maio de 2015
Dia do Trabalhador: pão sobre
todas as mesas.
João Crispim Victorio[i]
A história do povo de Deus[1],
contada no Antigo Testamento, é a história dos hebreus. Povo que Deus escolheu
para se manifestar à humanidade. A longa caminhada dos hebreus é marcada por muito
trabalho entre homens, mulheres e crianças que aos poucos foram se consolidando
em um povo. Houve muitas coisas boas como também ruins, muitas divergências e
convergências na sua forma de organização social. A história desse povo é
marcada por trabalho escravo, opressão, exílio, divisões, guerras e violência.
É a história de um povo contada pelo próprio povo a partir daquilo que é mais
importante e que gira em torno de um fim prático, a libertação.
Deus amou o mundo e sua criação. Escolheu o povo hebreu para se
manifestar e enviar o seu Filho amado para solidificar esse amor. Se “Ele não poupou seu próprio Filho, mas o
entregou por todos nós. Como não nos dará também todas as coisas junto com o
seu Filho?” (Romanos 8:32). Esse amor é que nos move na construção e
consolidação de uma sociedade justa e fraterna, com trabalho e salário digno,
educação pública de qualidade, saúde atuando primeiramente na prevenção,
cultura e lazer para todos do campo e das cidades. Esse amor expressa de forma
clara o sentido coletivo da vida e não o individualista, isso, significa dizer
que enquanto uma só pessoa estiver a margem do processo social de inclusão a
nova sociedade não acontecerá.
O trabalho[2],
uma das necessidades humanas, presente na história do povo de Deus, como
podemos verificar em Gênesis: “Você
comerá seu pão com o suor do seu rosto, até que volte para a terra, pois dela
foi tirado. Você é pó, e ao pó voltará” (Gênesis 3: 19), tem sua origem com
o aparecimento do ser humano e a sua busca por alimentação. Neste sentido, o
homem vem transformando a natureza com o seu trabalho a partir da criação de
pequenas ferramentas, primeiro de pedra e depois de metal numa evolução
extraordinária que se dá com o desenvolvimento intelectual, permitindo, cada
vez mais, o avanço científico e tecnológico da humanidade.
No Brasil, os
desenvolvimentos social e tecnológico ocorrem ao longo dos períodos
históricos confundindo-se com a história da evolução do trabalho e do modo de
produção. Sendo assim, o movimento imigratório do final do século XIX, com o intuito de substituir a mão de obra
escrava após a abolição, tem particular relevância devido à experiência de
organização trabalhista trazida por europeus. Mas enquanto começávamos a
engatinhar rumo à organização da classe trabalhadora, na cidade de Chicago em
maio de 1886, uma grande manifestação de trabalhadores protestava contra as
condições desumanas e a carga horária de trabalho a qual eram submetidos. A
greve tornou-se intensa a ponto de paralisar os Estados Unidos. Houve vários
confrontos dos manifestantes com a polícia resultando na morte de diversos
trabalhadores. Este fato levou a França e depois a Rússia a proclamar o dia 1°
de maio como feriado nacional em comemoração ao dia do trabalhador. O Dia do
Trabalhador[3] no
Brasil foi consolidado em 1924 no governo de Artur Bernardes.
O advento das máquinas no Brasil dá inicio a um novo
modelo de produção que encontrou muitos problemas até sua consolidação. O mais
grave deles foi à falta de profissionais qualificados para executar os serviços
mais complexos. Pois naquela época nossa sociedade era formada basicamente por um
contingente grande de analfabetos, consequência da falta de investimentos na
educação e na profissionalização do povo brasileiro nas fases colonial, imperial
e República Velha. Só a partir de 1930, com a chegada de Getúlio Vargas a
presidência da República, inicia-se uma nova etapa em nosso país com o ideal nacionalista de progresso, por meio da industrialização,
que trazia em seu bojo, consequentemente, a necessidade da formação
profissional da classe trabalhadora. Em 1937, Getúlio proclama o estado de
exceção, proíbe todas as organizações políticas, dissolve o Congresso e declara
o Estado Novo. Aproveitando-se do momento de instabilidade política que atravessava
o país com o fantasma do comunismo que assustava a classe média, os
empresários, os banqueiros, os latifundiários e os militares.
A segunda etapa tem início com a implantação do Estado Novo, Getúlio
Vargas permanece no poder por mais oito anos. Essa época foi marcada por muitos
conflitos de classes e os trabalhadores viram algumas de suas reivindicações e
direitos serem garantidos pela Consolidação das Leis trabalhistas – CLT, também
viram ir por água abaixo toda uma estrutura sindical que aos poucos se
consolidava. O governo central cria uma estrutura organizacional trabalhista de
cima para baixo, desde o Ministério do Trabalho até as delegacias regionais,
atrelando os sindicatos a esta estrutura, criando o sindicalismo pelego,
minando a força do movimento sindical e assim se passaram quinze anos.
As últimas quatro décadas do século XX não foram nada fáceis para a
classe trabalhadora deste país. Quando se sonhou que todo mal estava para
acabar, com as Reformas de Base anunciadas e defendidas pelo então presidente
João Goulart, o pior aconteceu, nada foi tão terrível quanto o golpe militar
iniciado na prática em 1964. Foram vinte e um anos de escuridão, medo e morte.
Os trabalhadores foram impedidos de participar de seus sindicatos ou de
qualquer outro tipo de organização que por ventura viesse despertar suspeita
aos algozes de plantão. Toda e qualquer forma de resistência era combatida
eliminando os mesmos cometendo-se o crime de assassinato. Graças aos mais variados tipo de resistências
foi possível mostrar para o mundo a barbárie cometida pelos militares, com
apoio dos conservadores, parte da classe média, da igreja católica, dos
empresários e banqueiros.
Durante todo esse processo interno que vivíamos aqui no
Brasil, ventos fortes sopravam do norte do continente americano, ou seja, dos
Estados Unidos, desde o final da Segundo Guerra Mundial, ditando uma Nova Ordem
Mundial[4]. Nesse
sentido em 1980, chega ao fim à oposição capitalismo X socialismo e o
capitalismo passa ser o sistema de quase todo o mundo. Nessa conjuntura, a
maior parte da riqueza mundial, agora globalizada, passa a pertencer às grandes
corporações internacionais. Com o esgotamento do Estado do bem-estar Social[5], o
neoliberalismo com sua proposta de estado mínimo ganha prestigio e força e o
resta para a classe trabalhadora é o arrocho salarial, o desemprego, a
flexibilização do trabalho[6] e
todo tipo de violência contra os trabalhadores.
Apesar de todos os problemas vividos no inicio do século XXI, aqui no
Brasil a classe trabalhadora e o povo pobre, de modo geral, volta a sonhar com
dias melhores. Nesse momento existe a possibilidade concreta de se eleger o
primeiro presidente trabalhador, oriundo do movimento sindical e das classes
populares e, o melhor, com cara da gente pobre, que é maioria desse país.
Conforme (João 10: 10), “Eu vim para que
tenham vida, e a tenham em abundância”. Nesse sentido, a esperança de dias
melhores vence o medo de lutar por vida plena, onde haja igualdade de condições
para todos independente da cor da pele, da orientação sexual, do gênero, da
forma de falar, de vestir ou de andar. O sonho começa tomar forma de realidade
com emprego para todos, melhores salários, com a reforma agrária e o pão sobre
todas as mesas.
O mal, ainda,
não foi totalmente vencido. Temos que enfrentar todos os dias, sem esmorecer,
as novas batalhas criadas pelo poder opressor. Vivemos, hoje, uma tentativa de
golpe contra a democracia, quando tentam derrubar a presidenta da República, contra
a população mais pobre desse país, quando tentam acabar com o Programa Bolsa Família,
por meio das grandes mídias, com discursos pejorativos à camada mais pobre da
população, e contra os trabalhadores, quando o Congresso aprova o Projeto de
Lei 4330/04[7],
utilizando-se de um discurso de modernidade, quando na verdade tratá-se da precarização do trabalho. Mas, assim, como o
apostolo Paulo, na sua segunda carta a Timóteo, haveremos de combater o bom
combate, terminar nossa corrida e conservar a nossa fé (2Tm 4: 7).
Rio de
janeiro, maio de 2015.
[1] A
História do Povo de Deus: introdução para uma leitura da Bíblia, hoje. Ação
Católica Operária e Comissão Nacional de Pastoral Operária. Volumes 1 e 2.
[2] Para Marx o trabalho é expressão da vida humana, por
meio da qual é alterada a relação do homem com a natureza. Por meio do trabalho
o homem transforma a si mesmo.
[3] O
1º de maio é, também, conhecido como Dia do Trabalho. No entanto, adoto aqui
Dia do Trabalhador por ser uma data comemorativa para celebrar as conquistas
dos trabalhadores ao longo da história.
[4] A Nova Ordem
Mundial é o plano geopolítico internacional das correlações de poder e
força entre os Estados Nacionais após o final da Guerra Fria. Ou seja, com a
queda do Muro de Berlim e o esfacelamento da União Soviética, o mundo se viu
diante de uma nova configuração política. Nesse contexto, a soberania dos
Estados Unidos e do capitalismo se estende por praticamente todo o mundo e a
OTAN (Organização do Tratado do Atlântico Norte) se consolida como o maior e
mais poderoso tratado militar internacional.
[5] Estado de Bem-Estar Social é um modelo no qual o Estado é organizador da
política e da economia, encarregando-se da promoção e defesa social. Esse
modelo se expandiu a partir da década de 1930 nos países europeus defensores da
socialdemocracia.
[6] Flexibilização do trabalho significa perda de
direitos conquistados. O que pressupõe aumento do poder discricionário do
capital de determinar unilateralmente as condições de uso, contrato e pagamento
do trabalho.
[7] Projeto
de Lei 4330/04, regulamenta os contratos de terceirização no setor privado e
para as empresas públicas, de economia mista, suas subsidiárias e controladas
na União, nos estados, no Distrito Federal e nos municípios.
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